Programa


Fortalecer o acesso da mulher ao trabalho digno

Para garantir o lugar da mulher no mercado de trabalho urbano, temos, geralmente, duas figuras essenciais: a mulher e o empregador. Historicamente, os programas têm tido a tendência de se focar em providenciar à mulher dinheiro ou formação, esperando [...]

Apoiar a transição da escola para o trabalho

MUVA investe nas escolas, vendo-as como locais de aprendizagem cruciais para cultivar as competências básicas e avançadas que as jovens mulheres precisam para escolher, procurar, e serem bem-sucedidas num trabalho.

Melhorar os rendimentos no sector informal

A grande maioria das moçambicanas está fora do mercado formal de trabalho, levando a que os programas de EEF tenham que abraçar as necessidades de pessoas que trabalham por conta-própria e exploram pequenos negócios.


Saiba Mais

MUVA é um programa que trabalha para assegurar um futuro melhor, para jovens mulheres de bairros urbanos em Moçambique. Reconhecendo as persistentes barreiras que limitam o acesso a trabalho decente, trazemos projectos inovadores que ajudam as raparigas a preparar-se para o mundo do trabalho, criando a confiança e visão de que necessitam para procurarem emprego e encontrarem soluções alternativas de trabalho ligadas às suas habilidades e aspirações.

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O Desafio: As jovens moçambicanas deixam, frequentemente, o sistema de educação sem ter a oportunidade de desenvolverem as competências de pensamento crítico e analítico necessárias para entrarem e serem bem-sucedidas no mercado de trabalho. Estas competências são consideradas fundamentais pelos empregadores, na sua decisão de contratar ou manter alguém num posto de trabalho.
A Nossa Abordagem: MUVA Aprender desenvolve um modelo pedagógico prático e envolvente com estudantes a formarem-se para serem professores, e ajuda-os a implementar este modelo na sala de aulas. Quando jovens professoras recebem a informação e o apoio de que precisam para planificarem aulas que vão de encontro à complexas necessidades dos seus alunos, estamos mais perto de garantir que a transição da escola para o trabalho decente corra bem para os jovens — e também que eles tenham mais êxito no trabalho.

O Desafio: As jovens moçambicanas não têm, geralmente, a auto-confiança que precisam para se formarem e encontrarem trabalho. Geralmente, os programas de formação e emprego dedicam-se exclusivamente aos conhecimentos e capacidades técnicas que as mulheres precisam para trabalhar, sem tomar em consideração o poder interno de que elas também precisam.

A Nossa Abordagem: MUVA’titude é um programa que equilibra competências sociais e emocionais com aprendizagens técnicas. As jovens participam num programa que, primeiro identifica os seus interesses e pontos fortes e, depois, desenvolve-os com ferramentas práticas e instrução adequada. Ao permitir que as mulheres potenciem as suas habilidades e ganhem auto-estima, acreditamos que conseguimos reduzir uma das maiores barreiras ao trabalho que enfrentam.

 

O Desafio: A maioria dos professores em Moçambique são homens, e as salas de aulas das escolas públicas estão sobrelotadas — com mais de 60 estudantes por professor na escola primária do ensino público. Isto dificulta a tarefa do professor, que não consegue dar uma atenção personalizada aos seus  alunos, o que contribui para um sistema educativo que não forma os alunos com as competências práticas e sociais/emocionais de que precisam para entrarem no mundo de trabalho.

A Nossa Abordagem: MUVA Assistentes investe na capacidade das mulheres, introduzindo o cargo de mulheres assistentes nas salas de aulas. Quando a mulher tem emprego na educação, ganha acesso a mais postos de trabalho decente, ao mesmo tempo que se apoia um sistema educativo melhor: uma melhor relação estudante-por-professor, mais inspiração para as mulheres trabalharem nas escolas, e um ensino mais próximo dos alunos.

Os DesafiosO planeamento urbano e de infra-estruturas em Moçambique tem um grande impacto na vida da mulher a nível pessoal e profissional, no entanto raramente a mulher está envolvida em actividades de planeamento e, ainda mais raramente, trabalha na sua implementação. Quando as nossas cidades são planeadas apenas por metade das vozes que se ouvem nas suas ruas, faltam-lhes os serviços e as infra-estruturas que as pessoas precisam para progredir.

Nossa Abordagem: MUVA Cidades Inteligentes trabalha com o município da cidade de Nampula para dar voz às mulheres no planeamento urbano e assegurar que o design das infra-estruturas seja sensível ao género. O resultado disto é um planeamento municipal mais centrado nas pessoas, permitindo as moradoras da cidade de beneficiar de fato das vantagens que as zonas urbanas podem providenciar.  O município usara esta abordagem para reabilitar o mercado da cidade, assegurando melhores condições de trabalho para as vendedoras e os clientes.

O Desafio: A Tecnologia é um mercado com um potencial tremendo para criar postos de trabalho decentes nas áreas urbanas de Moçambique — mas o sector está travado por uma carência de trabalhadores e principalmente trabalhadoras qualificadas. Quando as mulheres são deixadas de fora da indústria das tecnologias, elas não beneficiam do empoderamento que o acesso a informação e serviços que essa pode trazer.

A Nossa Abordagem: O MUVA Tech desperta a consciência e o interesse das jovens mulheres nas indústrias tecnológicas, e providencia formações para desenvolverem competências de base para assegurar um primeiro trabalho. Aumentar o número de mulheres trabalhando nesse sector da tecnologia ira permitir o crescimento dessa industria e economia no país. Com mais inovação social, mais produtividade no local de trabalho, e uma base de consumidores maior para este mercado emergente em Moçambique todos saem ganhando.

DesafioA capacidade de sonhar e desejar ter um trabalho é essencial para lá chegar — especialmente para as jovens mulheres que precisam acreditar que é possível ser mãe e uma profissional ao mesmo tempo. Mas em Moçambique, as jovens mulheres não têm informação sobre o tipo de carreira que podem seguir, ou sobre que empregos correspondem a suas apetências naturais e habilidades. O resultado é uma falta de visão para impulsionar o seu futuro.

Nossa AbordagemMUVA Horizonte cria um espaço comum onde os estudantes podem sonhar, articular as suas aspirações profissionais, e aprender os passos concretos para lá chegarem. As escolas vão apoiar os jovens a uma melhor transição para o mercado de trabalho, introduzindo orientação profissional, providenciando oportunidades para conhecerem profissionais de diversas indústrias e conduzindo visitas a locais de trabalho.

 

 

O Desafio: Limitar a participação das mulheres na força laboral enfraquece economias. Não contratando mulheres, as empresas não podem ver os benefícios de ter uma forca laboral equilibrada: mais diversidade, maior produtividade e um melhor resultado final. Ainda assim, as empresas em Moçambique consideram mulheres em geral pouco competentes e acreditam mais custosas já que necessitam de apoio e benefícios adicionais. Portanto empregam poucas mulheres e não mantém as que tem.

A Nossa Abordagem: MUVA Pro trabalha directamente com empresas para adoptarem politicas e praticas baseadas nas competências, que farão delas pioneiras a reduzir as diferenças de género na economia moçambicana. Quando empresas permitem-se considerar os desafios de género, elas se preparam para resultados melhores. Elas se tornam mais produtivas, mais criativas e mais rentáveis.

MUVA Acção é um projecto inovador de formação de pesquisadores sociais a nível local. Jovens moradores de Beira e Maputo recebem ferramentas metodológicas e críticas para pesquisar sobre problemas relacionados a suas comunidades de origem.

O objetivo do projecto é gerar empoderamento colectivo, impulsionando pesquisas- acção que modifiquem a realidade local em pequena escala; e empoderamento individual, fornecendo-lhes ferramentas que incidam na empregabilidade e empreendedorismo.

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financiadores

MUVA é um programa de empoderamento económico das mulheres, financiado pelo Department for International Development (DFID) e implementado pela Oxford Policy Management (OPM).

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